★A história em vídeo
Resumo do documentário
Em 2009, num churrasco na casa do Renato Beltrame, um grupo de doze a quinze famílias canoenses entendeu que o voleibol gaúcho precisava de uma decisão. A Sogipa, casa onde seus filhos jogavam, vinha desestruturando as categorias de base. Almir Beltrame Filho levantou a ideia: criar uma associação capaz de manter o projeto vivo, sustentado pelos próprios pais. O nome saiu na hora — Associação dos Pais e Amigos do Voleibol. O CNPJ foi registrado no endereço da casa do Renato. Era o primeiro passo.
Em dezembro de 2011, com o Rio Grande do Sul prestes a ficar sem representante na elite do vôlei nacional, a APAV assumiu a missão. Em apenas um mês de treinos, foi campeã da primeira edição da Superliga B em 2012 — daí em diante, foram seis temporadas seguidas na Superliga A jogando como Vôlei Canoas, pentacampeã gaúcha, semifinalista da Copa do Brasil. Foi nesse time que Gustavo Endres, ouro olímpico em Atenas-2004, vestiu sua última camisa profissional.
Mais do que o alto rendimento, o que sempre sustentou a APAV foi sua filosofia. Eliane Conceição Graciolli — única presidente mulher entre todas as equipes da Superliga em sua época — defendeu desde o início a inclusão, a diversidade e a formação social. “Não cobramos mensalidade. Não selecionamos por dinheiro. Selecionamos por vontade de jogar.” É essa frase que o projeto carrega há mais de quinze anos, atendendo hoje +400 crianças e adolescentes em sete núcleos ativos, com vagas gratuitas, vôlei em Libras na EMEF Vitória e a missão de formar atletas e cidadãos ao mesmo tempo.
★2009 — A origem
Almir Beltrame Filho fundou a APAV em 2009 em Canoas/RS. CNPJ 11.051.101/0001-08. Em dezembro de 2011, a Sogipa descontinuou as categorias de base e também não conseguiu patrocínio para a Superliga — o Rio Grande do Sul ficou sem nenhum representante na elite do voleibol nacional. A APAV assumiu a missão.
★2012-2018 — A elite
Em 2012, em sua primeira temporada profissional, foi campeã da Superliga Série B com apenas uma derrota na campanha. Entre 2012 e 2018, jogando como Vôlei Canoas, disputou seis temporadas seguidas da Superliga A.
Pentacampeã gaúcha entre 2012 e 2016. Semifinalista da Copa do Brasil. Casa da última camisa profissional de Gustavo Endres, ouro olímpico em Atenas-2004.
★2021 até hoje — A reinvenção
Em 2021, a APAV reorganizou completamente sua atuação em parceria com o Clube Marítimo Brasil. Iniciou o Projeto Escolinhas de Base em Montenegro e São Sebastião do Caí, e o projeto de base em Canoas, na sede da Ulbra.
Em 2023, a APAV homenageou Almir Beltrame Filho com a realização da Copa APAV Almir Beltrame — torneio único feito para celebrar o legado do fundador. No mesmo ano, Eliane Conceição Graciolli assumiu a presidência (dezembro/2023), dando continuidade ao projeto iniciado em 2009.
Em 2024, a água levou metade da cidade. O Centro Olímpico virou abrigo. A Universidade La Salle cedeu o ginásio. As aulas seguiram.
Hoje, sob coordenação técnica do campeão olímpico Gustavo Endres, a APAV atende +400 crianças e adolescentes simultaneamente em três projetos distintos, somados ao núcleo do Vale do Caí.
Não cobramos mensalidade. Não selecionamos por dinheiro.
Selecionamos por vontade de jogar.
★Pilares hoje
- Formação esportiva — categorias de base (pré-mirim, mirim, infantil, infanto-juvenil, juvenil)
- Inclusão social — vagas gratuitas para crianças em situação de vulnerabilidade
- Acessibilidade — Vôlei Inclusão na EMEF Bilíngue Vitória, há mais de cinco anos consecutivos com aulas em Libras

